Património.pt

PATRÍCIA AZEVEDO, a 2 Dez 2015 |

Podem os jovens envolver-se com os museus?

 

Foi a 13 de Fevereiro de 2014 que um grupo de jovens se juntou na Casa-Atelier de Arpad Szenes e Vieira da Silva, fazendo nascer o FAZ 15-25. Um colectivo de jovens entre os 15 e os 25 anos de idade, com diferentes percursos e de diferentes áreas, mas com um interesse comum – envolverem-se activamente na programação de um museu. 

 

Foi assim que, desde essa altura, Filipa Alves de Sousa, mentora do projecto, potencializou a participação activa de muitos jovens no Museu Arpad Szenes-Vieira da Silva. Para Filipa Alves de Sousa (cf. “Encontros com o Património – Públicos de Museus”, da TSF) os Museus devem ser espaços de afectos, de diálogo, de encontro e de alegria. Esta afectividade é um elemento importante na estratégia de captação de públicos jovens. Deste modo, o museu tem de se abrir de uma forma afectiva, tentando compreender quais as necessidades, os problemas e os obstáculos deste tipo de público. Sendo um público muito específico – que não vem pelas escolas ou pelas universidades – para Filipa Alves de Sousa é fundamental que os museus sejam capazes de traçar estratégias muito próprias para este tipo de público.

 

É então natural que o Colectivo de Jovens FAZ tenha crescido ao longo deste último ano e meio – mais de 80 jovens já se “envolveram” directamente com o Museu Arpad Szenes-Vieira da Silva e outros 300 participaram indirectamente nas acções deste colectivo.

 

Como se lê no blogue de divulgação deste colectivo, o projecto pretende dar apoio e proporcionar oportunidades a jovens que possam:

  • - Trabalhar em colaboração com artistas;
  • - Conhecer profissionais qualificados dentro e fora do sector cultural, onde aprendem com as suas histórias de vida e os seus percursos profissionais;
  • - Desenvolver competências artísticas, mas também práticas de organização, comunicação e empreendorismo;
  • - Participar na programação da Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, planear e organizar actividades e eventos que abram o museu a públicos jovens.

  

Regularmente, os jovens participam em encontros informais com convidados, nas chamadas "Conversas com Eles", abertas a todos os interessados entre os 15 e 25 anos; mas também são os protagonistas nos encontros com visitantes do Museu, nas "Conversas Connosco", visitas breves orientadas por membros do Colectivo FAZ 15-25, abertas ao público em geral. São os jovens que partem dos seus interesses pessoais e partilham a sua perspectiva sobre as obras da colecção do Museu. Participam também em reuniões de grupo para co-programação e preparação de actividades e eventos no Museu Arpad Szenes – Vieira da Silva, oferecendo um olhar “fresco e irreverente”. 

 

  

Para mais informações, consulte o blogue do FAZ 15-25 ou a sua página no Facebook.

 

 

 

 

« NA ESCOLA

 

 

 

Share

Comentar


Colunistas

Veja também Heritage Kids +

O que nos contam as ostras: uma história recente?

 

17 de Janeiro de 2014 - Museu Municipal de Tavira

 

A origem da ostra-portuguesa, Crassostrea angulata (Lamarck, 1819), tem sido alvo de controvérsia nas últimas décadas. Estudos recentes de genética colocaram a hipótese de que a ostra-portuguesa terá sido introduzida na Europa após o século XVI oriunda da Ásia. Neste contexto, esta apresentação reporta resultados sobre o registo fóssil de ostras em Portugal que poderá contribuir para apoiar ou não a hipótese da introdução recente desta espécie na Europa.

À descoberta de Lisboa

 

1 a 31 de Agosto de 2014 - Lisboa

 

A Time Travellers organiza passeios e peddy papers, dedicados à descoberta da cidade de Lisboa e dos segredos que a cidade tem para contar.

Veja também +

MARIANA RAMIREZ, a 21 Set 2012 |


A opção "venda"
A propósito da venda em leilão da secretária e máquina de escrever utilizada por Fernando Pessoa, muito se tem discutido e escrito sobre o papel do Estado. Deixando de lado a questão da veracidade da utilização destes objectos pelo poeta, supostamente aquando da sua passagem pela Sociedade Portuguesa de Explosivos, que importância tem esta venda para Portugal?

CARLOS SEZÕES 19 Dez 2012 |


Capital Humano ao serviço do Património

 

Existe lugar para a Cultura e para a Arte num contexto de crise em que as economias ocidentais estão envolvidas? Para que nos servem os bens culturais, no cenário actual? E o imenso património arquitectónico artístico com que fomos abençoados pelas gerações anteriores? As respostas às perguntas anteriores podem ser evidentes para muitas pessoas. Alguns, mais apaixonados pelo tema, defenderão a sua importância incontornável. Outros, ditos pragmáticos e pouco dados a devaneios poéticos, dirão que devemos concentrar os nossos recursos em áreas de impacto social imediato, mais visíveis e (seguramente) mais populares. Na minha óptica, para sermos verdadeiramente objectivos, devemos clarificar qual o papel que queremos que a Cultura desempenhe no contexto das sociedades actuais – para avaliarmos então qual a “compensação” social, quais as metas, qual o impacto que desejamos.

Tags +

Videos

Lançamento do livro “A Casa Senhorial em Portugal”

 

"A Casa Senhorial em Portugal" é o resultado de uma encomenda da Associação Portuguesa das Casas Antigas (APCA) ao investigador Hélder Carita - um dos mais notáveis estudiosos e historiadores da Arquitectura Civil Portuguesa -, sobre mais de duzentas casas senhoriais distribuídas pelo território português.

VER +

Fábrica de Chocalhos Pardalinho e a distinção da arte chocalheira como Património Imaterial da Humanidade

 

A patrimonio.pt esteve em Alcáçovas para visitar a Chocalhos Pardalinho: uma fábrica a laborar desde 1913, altura em que treze famílias da freguesia se dedicavam à produção dos chocalhos.

VER +

 

® Spira 2012 | design e implementação: ideia, designers __|__ Conteúdos redigidos de acordo com a antiga ortografia excepto no caso de artigos de autor nos quais os autores são livres de optar.