Património.pt

GUY MAGALHÃES PEREIRA, a 21 de Set 2012 |


A propósito de secretárias e máquinas de escrever
A recente renúncia do Estado Português em adquirir por 80 mil Euros a secretária e cheapest brand levitra a máquina de escrever de online ordering cialis Fernando Pessoa que se apresentaram no passado dia 22 de Maio a leilão, foi uma notícia melancólica mas não surpreendente.De facto, de alguns anos a esta parte assiste-se a uma fuga do just try! ordering viagra Estado em fazer o que lhe compete: adquirir peças que pela sua qualidade e raridade dignificam as colecções públicas de Portugal.

 

Talvez valha a pena recordar que a figura de Fernando Pessoa constitui não só, um dos maiores escritores e poetas portugueses do século XX como seguramente deste planeta. Compreendo preocupações igualitárias mas subsistem hierarquias de qualidade mesmo quando responsáveis eleitos as ignoram. Calculo que a Casa Fernando Pessoa tenha alertado as tutelas que decidem estas matérias para a importância em adquirir uma bonita secretária de cilindro, e uma máquina de escrever com a marca assumida de “Royal” e que, a resposta tenha sido “não há verba”.

 

No entanto, creio puder afirmar que, se para as peças de Pessoa não há verba para as múltiplas viaturas ministeriais acaba sempre por haver dinheiro. A secretária e a máquina de escrever que Pessoa usou quando trabalhou na Sociedade Portuguesa de http://hgsa.ucr.edu/levitra-cheaper Explosivos valem bem mais que um Mercedes, mesmo com um Secretário de Estado lá dentro, idealmente a ler a Mensagem no trânsito. 80 mil euros sendo uma quantia elevada não deixam de fazer justiça ao seu genial utilizador. Fossem as peças de Hemingway imagino o seu valor…

 

Por outro lado, não quero pensar que se Pessoa escrevesse sem vírgulas e tivesse sido seduzido pelas sereias do marxismo, as verbas para adquirir estas peças se teriam materializado, pela Câmara de Lisboa por exemplo, actualmente tão ocupada a congeminar rotundas.

 

No entanto os “Happy End” ainda existem, e o vil metal estatal ou camarário foi desnecessário visto que o biógrafo brasileiro de Pessoa, José Paulo Cavalcanti adquiriu as peças e já divulgou que irá doar uma delas à Casa Fernando Pessoa. Estado 0, Filantropo Brasileiro 2.


Guy Magalhães Pereira, Antiquário na cheap cialis online online zona da Sé de Lisboa desde 2001. Mais jovem membro da Associação Portuguesa de Antiquários.

 

« COM CREDENCIAIS

 

 

 

Share

Comentar


Colunistas

Rubricas diárias +

05 Jul 2017 |

“Esplendor na Relva” – Ciclo de cinema em Monserrate

Durante os quatro primeiros fins-de-semana de Julho, os jardins do Palácio de genuine viagra without prescription Monserrate vão receber 12 obras-primas da história do cinema.

VER +

28 Jun 2017 |

 

Beja na rua

De 16 de Junho a 15 de Julho, Beja recebe o festival de artes na rua. 

VER +

14 Jun 2017 |

 

Observatório de Turismo Sustentável no Alentejo


No dia 1 Junho, em Évora, foi assinado o memorando para a criação do Observatório de Turismo Sustentável no Alentejo.

VER +

07 Jun 2017 |

Douro acolhe encontro internacional sobre sustentabilidade dos sítios UNESCO

 

Na primeira semana de Junho, O Alto Douro Vinhateiro recebe o “World Generation Week”.

VER +

Veja também +

LUÍS RAPOSO, a 29 Nov 2012 |


Interesse Público e Actividades Comerciais em Monumentos e only best offers buy xenical without a prescription Museus
Em editorial intitulado “Novo SEC, novo OE: o Património no Estado - parte II: políticas”, publicado no site Património.PT (http://www.patrimonio.pt/), aborda Catarina Valença Gonçalves uma questão importante e muito actual em matéria de políticas do património cultural, a saber: a necessidade de definição de “serviço publico”, distinguindo este de “actividades comerciais” que possam ter lugar em monumentos e museus. Trata-se, como digo, de questão relevante e actual e dela me ocupei em intervenção que realizei em Maio passado na sessão organizada pelo ICOM Portugal no Museu Nacional de Arqueologia, durante a 9ª Conferência do EMAC (European Museums Advisors), subordinada ao tema “Commercial entrepreneurism, philantropy and buy amoxil government subsidy in museums”, tendo como orador principal o Dr. Michael Dixon, Presidente da cheap pills cialis Conselho dos Directores dos Museus Nacionais do Reino Unido e Director do televideocom.com Museu Nacional de História Natural, de Londres.

JORGE BARRETO XAVIER  23 Jan 2013 |


Cultura em Portugal: o Estado, as Empresas e a Sociedade Civil, Jorge Barreto Xavier

 

(imagem da capa retirada de http://www.publico.pt/cultura/noticia/secretario-de-estado-da-cultura-defende-que-as-artes-e-os-movimentos-contemporaneos-sao-patrimonio-do-futuro-1577416)

O Secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, proferiu, no passado dia 13 de Dezembro, no âmbito do primeiro encontro do Ciclo "6 Debates, 6 Temas - Cultura: outros modos de ver" promovido pelo Grupo de Trabalho da Cultura da Sedes - Associação para o Desenvolvimento Económico e recommended site order cialis in united states Social, uma intervenção que podemos considerar matricial na definição da política do sector.

Tags +

Videos

Lançamento do livro “A Casa Senhorial em Portugal”

 

"A Casa Senhorial em Portugal" é o resultado de uma encomenda da Associação Portuguesa das Casas Antigas (APCA) ao investigador Hélder Carita - um dos mais notáveis estudiosos e historiadores da legal buy ultram online Arquitectura Civil Portuguesa -, sobre mais de cialis without rx duzentas casas senhoriais distribuídas pelo território português.

VER +

Fábrica de Chocalhos Pardalinho e a distinção da arte chocalheira como Património Imaterial da Humanidade

 

A patrimonio.pt esteve em Alcáçovas para visitar a Chocalhos Pardalinho: uma fábrica a laborar desde 1913, altura em que treze famílias da freguesia se dedicavam à produção dos chocalhos.

VER +

 

® Spira 2012 | design e implementação: ideia, designers __|__ Conteúdos redigidos de acordo com a antiga ortografia excepto no caso de artigos de autor nos quais os autores são livres de optar.